Crépieux-Jamin

Jules Crépieux-Jamin (1858-1940), francês, sucessor do padre Flandrin e discípulo do abade Michon, seu grande inspirador, ele será considerado como o mestre que determinou a Grafologia como científica e estruturada a partir de critérios constantes.

Sua obra evoluiu em torno de uma idéia central: nenhum signo separado significará qualquer traço de caráter ou comportamento; ele apenas permitirá a sua classificação numa lista de Gêneros e Espécies que, associados entre si, darão a tradução definitiva das características comportamentais do escritor, bem como de suas expectativas e de seu potencial, assim como dos seus limites.Essa idéia evita que o Grafólogo entre em contradição, eliminando os acasos provocados por signos secundários, às vezes acidentais e, portanto, pouco relevantes.

Ele abriu a Grafologia aos seus sucessores para uma dimensão psicanalítica e sociológica, permitindo essencialmente o espaço para que ela pudesse se modernizar acompanhando a evolução da sociedade, de suas crenças, assim como dos novos conflitos sociais e psicológicos desconhecidos na época, bem como para poder acompanhar as esperanças e as frustrações do mundo moderno em que vivemos.

Crépieux-Jamin é o fundador da Grafologia científica moderna. Criou o primeiro conceito de HARMONIA da escrita, que foi consideravelmente aprofundado por Klages, além de ter sido o dinamizador da primeira Associação de Grafologia do mundo, contando com a participação de pessoas eminentes e altamente competentes da época.

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